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Mercado

Equinox EV despenca 92% nos EUA: o que a queda dos elétricos da GM revela

3 min de leitura
Vista aérea de um pátio com dezenas de carros novos estacionados em fileiras

A General Motors vendeu 670.974 veículos nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 6% em relação ao mesmo período do ano passado. A própria montadora atribui o resultado ao mercado de elétricos bem menor e a veículos descontinuados, segundo comunicado oficial da GM. No mesmo trimestre, a Toyota seguiu na direção contrária: vendeu 633.223 veículos, alta de 0,6%, puxada por um salto nos modelos eletrificados.

Quanto caíram as vendas de elétricos da GM?

O Chevrolet Equinox EV, elétrico mais vendido da GM no acumulado de 2026, despencou 92% no terceiro trimestre, para apenas 1.905 unidades vendidas, ante mais de 25 mil no mesmo período de 2025, segundo reportagem do Electrek. A queda não é um problema isolado desse modelo: segundo o Electrek, fora o novo Chevy Bolt, as vendas de elétricos da GM caíram de forma generalizada.

Por que a comparação com 2025 é tão dura?

A base de comparação ficou inflada porque o incentivo fiscal federal de até US$ 7.500 para elétricos nos Estados Unidos expirou no fim de setembro de 2025, o que levou consumidores a antecipar a compra antes do prazo, segundo o Electrek. Isso infla o terceiro trimestre de 2025 como referência de comparação, mas não explica tudo: o Equinox EV também vendeu bem menos no terceiro trimestre de 2026 do que na média dos trimestres anteriores deste mesmo ano.

Por que a Toyota cresceu no mesmo cenário?

A Toyota vendeu 633.223 veículos no terceiro trimestre, com as vendas de veículos eletrificados somando 363.367 unidades, um crescimento de 28,5% e já 57,4% do volume total da marca, segundo comunicado oficial da Toyota Motor North America. A diferença central é que a categoria "eletrificados" da Toyota reúne quatro tecnologias diferentes, híbrido convencional, híbrido plug-in, elétrico a bateria e célula de combustível, e boa parte desse crescimento vem do híbrido convencional, que não depende do mesmo incentivo fiscal que puxou a corrida de compra de elétricos puros em 2025.

O que isso diz sobre a demanda real por elétricos?

Sem o empurrão de um incentivo fiscal, a demanda por elétricos puros nos Estados Unidos aparenta ser mais frágil do que os números de 2025 sugeriam, enquanto o híbrido, que entrega parte da eficiência sem exigir troca de rotina nem dependência de rede de recarga, segue crescendo. É um ponto de atenção também para quem acompanha o debate sobre incentivo fiscal para elétricos por aqui: política pública movimenta vendas enquanto dura, mas o teste real da demanda só aparece depois que o subsídio acaba.

Em resumo: a GM vendeu 6% menos nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2026, com o Equinox EV caindo 92% em vendas, uma queda amplificada pela base de comparação inflada por quem antecipou a compra antes do fim do incentivo fiscal de US$ 7.500, mas que também reflete queda de demanda dentro do próprio 2026. A Toyota, no mesmo período, cresceu 0,6% no total e 28,5% em eletrificados, puxada principalmente por híbridos. O contraste mostra que, sem subsídio, elétrico puro e híbrido estão seguindo caminhos bem diferentes nos Estados Unidos.

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